Sejam Bem Vindos

Este site é destinado à valorização da música e dos músicos de Peruíbe e Região. Sejam Bem Vindos!



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Segue o Som...


A idéia inicial deste espaço era a criação de três ou quatro artigos sobre a música e os músicos de Peruíbe. No entanto, estamos hoje no 14º artigo e se fosse mesmo para contar tudo, teríamos que escrever um livro, pois temos uma cidade com a história musical bem rica e diversificada.

Desse modo, fico contente por ter contribuído com a cultura local, registrando algumas biografias inéditas, principalmente daqueles músicos que surgiram por aqui antes da década de 2000 que não tinham sequer referência na internet e hoje já podem ser pesquisados na web.

E não é só isso. A criação de projetos como “Cidade da Música” e “Musica na Praça” feitos pela administração municipal são grandes avanços que deixam a cidade mais animada e o mais importante, valorizam os artistas de Peruíbe e região.

E assim vamos em frente, cada um fazendo sua parte e construindo, mesmo que aos poucos, novas ações para nossa música, afinal, “não faz mal que seja pouco, o que importa é que o avanço de hoje seja maior do que o de ontem e que nossos passos de amanhã sejam mais largos do que os de hoje” (Daisaku Ikeda).

Aproveito este momento para deixar os meus agradecimentos a todos os leitores, aos meus amigos músicos que me receberam para “bater um papo” musical, pois sem eles não seria possível à criação dos textos e também à equipe do Jornal de Peruíbe pelo espaço cedido em prol de nossa cultura.

Desejo um ótimo 2012 com muita saúde, paz e é claro muita música para todos. Até breve!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cadê a Nova Geração?


Em diversos campos da sociedade o que faz algo não se perder ao longo do tempo é a contínua renovação. Quando se traz este aspecto para o mundo da música percebe-se que para criar um ânimo e dar novo gás ao cenário musical é necessário sempre surgir algo novo.
Por diversas vezes eu ouço a seguinte pergunta: “Cadê os novos músicos de Peruíbe?”. Eu sei que eles existem por aí, talvez com seu violão no quarto de casa ou em alguma garagem ensaiando até que achem que já estão aptos a tocar ao vivo.
Houve uma época em que a garotada pegava seus instrumentos e faziam um som em qualquer lugar, na rua, na praça e até na areia da praia. O importante era se divertir e atrair nem que fosse meia dúzia de pessoas para curtirem seu som. Hoje em dia quem está fazendo isso são os mesmos daquela época, muitos deles já senhores, mas que nunca perderam a jovialidade musical.
Já vi casos de bandas ensaiaram durante meses e se acabaram antes de pelo menos fazerem uma apresentação. Foi um tempo precioso desperdiçado por eles, pois não os levou a lugar algum. Isso acontece muito por alguns fatores como, por exemplo, falta de criatividade e objetivo.
Se um artista ou banda quer mesmo se diferenciar e criar uma carreira, deve mostrar algo novo e criar uma identidade. Isso se torna possível quando se faz suas próprias músicas, pois é através delas que o artista mostra ao público o que ele tem a dizer. Se for pra fazer coover, então faça bem feito, mas não se deve esquecer que quem não tem música própria não grava CD, não toca em rádio e na internet não ganha destaque. Não sabe compor? Peça pra algum parente, vizinho, qualquer um que goste de compor. O importante é que seja algo novo e diferenciado.
Por fim, espero que os novos artistas da cidade mostrem suas caras e suas músicas não importando o estilo, e sim o fato da necessidade de haver uma renovação das gerações, pois os mais novos se tornam uma força motriz que leva adiante a história para nunca deixar a música morrer na praia.

domingo, 20 de novembro de 2011

Música x Tecnologia


A música, além de ser uma arte, é uma profissão como todas as outras onde a tecnologia revolucionou o meio.

Com as mudanças tecnológicas, o desejo de ser contratado por uma gravadora deixou de ser o mais importante para um artista. A internet passou a ser o principal meio de divulgação de artistas e bandas que, por meio dela, comercializam suas músicas no formato MP3, divulgam seus vídeos no Youtube e a cada dia interagem mais com o seu público através das redes sociais.

Com essas mudanças, aqueles profissionais que não estão se atualizando, independente se têm trinta ou quarenta anos de profissão, estão perdendo lugar para os mais jovens que dominam as novas ferramentas. Este aspecto se reflete tanto na produção quanto na divulgação do artista. Exemplo disso é que não adianta querer produzir um CD da mesma forma que há vinte anos atrás, quando não existia música digital. Do mesmo modo, o marketing do artista deve ser feito diferentemente da época em que não existia a internet, onde tudo se centralizava nas emissoras de rádio.

Obvio que existem também os fatores negativos como, por exemplo, músicas de péssima qualidade que são produzidas e divulgadas na rede que se tornam “sucessos” devido à imposição da mídia, mas que com o tempo acabam esquecidas pelo público.

Como deu pra perceber, se atualizar é importante para quem deseja seguir uma carreira no ramo musical, mas não necessariamente para aqueles que cantam ou tocam algum instrumento. Uma equipe artística é composta de técnicos de som, produtores, profissionais de marketing, assistentes de palco e vários outros ofícios. Para quem deseja seguir algum deles, vale a pena se especializar, estar sempre atualizado e obviamente isso também serve para qualquer outra carreira profissional.

sábado, 29 de outubro de 2011

Somos Ecléticos



Para quem acompanhou os artigos anteriores, percebeu certa ênfase aos grupos de estilo rock. Isso não significa que Peruíbe seja somente rock, muito pelo contrário, as bandas que menos tem oportunidades aqui são as roqueiras.
De qualquer forma, mesmo para quem não goste ou não ouça, considero importante citar outros estilos que soam nas noites de nossa cidade. Como falar de música peruibense sem mencionar o Sergio Bianco, que antes mesmo de ser o "Elvis coover"
já era considerado um dos melhores cantores de Peruíbe, vencedor de festivais e que pode ser encontrado a qualquer momento cantando em algum cruzeiro marítimo Brasil afora.
Outros cantores solos também se destacam, como por exemplo, a Jhana Rosa que faz um ótimo trabalho musical e vem conquistando um bom público. Além deles, temos inúmeras duplas sertanejas, bandas de forró e grupos de samba e pagode com destaque ao grupo Influência que é presença certa nos eventos realizados pela prefeitura já há alguns anos. Também merecem destaque a banda MpBless, Somos Ecléticos formada por Junior (violão e voz), Victor (guitarra), Edílson (baixo), Fernando (bateria) e Douglas (backing vocal) que gravaram recentemente o CD de MPB "Por Você". Para quem gosta de música bem feita e qualidade vale a pena ouvi-los (www.palcomp3.com.br/mpbless). Esses são só alguns exemplos da grande diversificação
musical que temos em Peruíbe, ou seja, tem musica para todos os gostos, é só escolher o seu som preferido e curtir.

Dedico este artigo em memória de nosso amigo
Pedro do Influência.

sábado, 15 de outubro de 2011

Cachorrada do Blues



Numa espécie de encerramento de histórias de bandas que surgiram aqui em nossa cidade nos anos 90, não poderia deixar de ser mencionada uma das bandas mais influentes e talentosas que já tivemos e que o próprio nome já identifica o principal estilo musical deles; a Cachorrada do Blues.

O grupo surgiu em 1997 sem muita pretensão e, como é da característica do blues, com muito improviso. A partir daí, com ensaios constantes e diversas apresentações conseguiram agradar o público conquistando fãs fieis que se tornaram verdadeiros seguidores do grupo.

Com remanescentes da banda “Mont Rock Blues Band”, os músicos Otto Hartung, Umberto Tamutis, Marcos Valtuilli, Adalberto e André Ferrari foram componentes da primeira formação que na verdade foi uma reunião de figuras importantes do nosso cenário musical, que fizeram história também em outros trabalhos importantes pós Cachorrada do Blues. Além deles, outros também tiveram passagens rápidas pela banda, inclusive o saudoso Leonardo Di Fiori (in memorian) que até hoje é lembrado por sua grande simpatia, humildade e carisma deixando saudades para todos que tiveram a sorte de conhecê-lo.

Da turma do início, Umberto e André também foram integrantes da “Versátyl” e Otto formou a “Nego Aço”. Essas duas bandas estão atualmente sendo cogitadas para possíveis voltas aos palcos.

Usando o trocadilho que deu origem ao nome, pode-se dizer que o canil não é mais o mesmo sem a cachorrada, ou melhor, o Cannil Club não é mais o mesmo sem a Cachorrada do Blues e como até hoje não houve um anuncio oficial do fim da banda, é possível que em breve os vejamos tocando por lá novamente.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sananda – Rock Pop Consciente


Em uma época que cada vez mais se percebe que algumas bandas de rock estão perdendo qualidade, com músicas que não trazem nenhum acréscimo cultural para quem ouça, temos em nossa cidade a banda Sananda que vai contra tudo isso e faz o que podemos chamar de rock pop consciente.

Em 2009, lançaram o primeiro CD “Ta Ficando Quente”, onde se consolidou uma característica que vai além de simplesmente fazer música, ou seja, fazem um verdadeiro trabalho sócio-ambiental, onde procuram através de suas letras alertarem a sociedade para questões ecológicas e sustentáveis como aquecimento global, reciclagem, combate à poluição e desmatamento.

A história deles começou por meados de 2006 quando músicos de várias bandas se juntaram para fazer algumas apresentações no Cannil Club. Nesses encontros alguns deles perceberam certa afinidade. Foi assim que Wal (voz), Caco (guitarra e voz), Anderson (teclados), Marquinhos (baixo e voz), Sussa (bateria) e Vandinho (guitarra base) fixaram a formação que permanece até hoje.

Ao longo desses mais de quatro anos, se apresentaram em todas as cidades do litoral sul de São Paulo e já foram contratados para shows na capital e em algumas cidades do interior, o que trouxe uma grande bagagem de experiências ao grupo.

Uma das fórmulas da qualidade da Sananda é o profissionalismo dos integrantes. Além de serem excelentes músicos, contam também com o apoio de um produtor, o Ricardo Panicali. Atualmente estão em estúdio para a gravação do segundo CD, que ainda não tem data para o lançamento, mas no que depender deles, terá qualidade igual ou superior ao primeiro.

Aos que ainda não conhecem vale a pena assistir o show. A agenda está no site www.sanada.art.br. Lá também é possível encontrar músicas, vídeos, fotos e diversos outros materiais disponíveis da banda.

Este e outros artigos já publicados sobre a música e os músicos de Peruíbe estão disponíveis no meu blog jocemarmusic.blogspot.com. Até a próxima!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Balaio de Gato


A banda Balaio de Gato faz uma verdadeira salada musical que mistura diversos estilos em uma mesma apresentação. Eles lançaram em seis de agosto de 2011 o seu primeiro DVD – Balaio de Gato Ao Vivo. A gravação e o lançamento foram realizados no Cannil Club, ambos com casa lotada e com público muito animado devido a performance do grupo.

Em uma entrevista exclusiva ao nosso blog os músicos comentaram dentre vários assuntos, o motivo de adotarem Peruíbe como sua nova casa:

Jocemar- Quando e onde o grupo começou e qual o motivo de estarem sempre aqui em Peruíbe?

Balaio de Gato- Começamos há uns cinco anos atrás na capital e o primeiro lugar que tocamos fora de lá foi em Peruíbe, isso há uns dois anos atrás, daí por diante fizemos uma grande rede de amigos aqui, fizemos muitos shows inclusive na Barra do Una, onde nem as bandas daqui tocam (risos), metade dos amigos do Facebook são daqui. Em outras cidades que tocamos, inclusive em São Paulo, acham que somos uma banda de Peruíbe, e por isso já nos consideramos cidadãos peruibenses.

J- E quais são as influências musicais de vocês?

BdG- Ouvimos de tudo, de todos os estilos, desde o hardcore ao samba, e é isso que passamos em nossos shows, um verdadeiro balaio de gato, daí a origem do nome do grupo.

J- Em Peruíbe temos bons músicos, mas algumas bandas pararam pelo caminho, qual a mensagem que vocês podem deixar aos artistas daqui de nossa cidade?

BdG- Dedicação integral. Uma banda é como uma empresa; tem trabalho, é cansativo e fica um pouco complicado quando você divide esse trabalho com outro diferente. Se desejar ser um músico profissional, ganhar dinheiro com isso, você deve se dedicar totalmente e este trabalho. Quem acha que banda é só tocar na noite e pegar mulher ta enganado. Chegamos a trabalhar até dezesseis horas por dia no escritório ou no estúdio da banda cuidando da divulgação, agenda e vários outros trabalhos administrativos e quando chega o final de semana, na hora do show temos que estar dispostos para agradar nosso público que na verdade é uma extensão de nosso trabalho.

J- Então vocês só vivem de música mesmo?

BdG- Sim, e vivemos bem, pois sabemos administrar nosso trabalho e somos gratos a nossa clientela ou seja, nosso público.

J- E qual o recado que vocês deixam aos fãs peruibenses?

BdG- Obrigado! Na verdade vocês não são somente fãs, são nossos amigos. A coisa que mais queremos quando termina um show e falar com cada um de vocês. Vamos tomar uma cerveja juntos! (risos).



Para saber mais sobre a Balaio de Gato acesse www.bandabalaiodegato.com.br.


domingo, 7 de agosto de 2011

No Haole - A Volta

No dia 23 de julho no Cannil Club, com casa cheia, foi realizado o tão esperado show de retorno da banda No-Haole, com um repertorio que mesclou músicas de seus dois CDs já lançados, além do melhor do rock nacional e internacional.
Antes de se tornar uma das bandas mais conhecidas do litoral de São Paulo, passou pelas fazes alegres e difíceis já conhecidas por aqueles que buscam o sucesso através da música.
O inicio de tudo aconteceu por meados de 1998 em um mini-festival musical realizado no colégio Carmen Miranda, onde uma banda de rock chamada “Os Merrecas”, liderada por Paulo Sérgio, foi o destaque do evento.
No ano seguinte, Paulo (guitarra e voz), Fernando Cunha (guitarra), Armagedon (baixo) e Danilo (Bateria) formaram a “Kurto Cirkuito” que tocavam em diversos eventos locais e assim começaram a ficar conhecidos pelo publico da cidade.
Em 2000, Danilo deixa o grupo e a banda decide se reformular. Para assumir as baquetas convidaram Luiz Adriano e a partir daí passaram a se chamar “No-Haole”.
Após dois anos de trabalho intenso, saiu o primeiro CD independente homônimo que passou a ser tocado nas rádios e deu origem ao primeiro clipe “Esfirra de Muié” veiculado pela MTV. Isso abriu portas para que eles logo dividissem o palco com artistas como Supla, Rumbora, Afrodizia, Tihuanna, Mangue Seco, Walking Lions, Reggae Style, dentre outros, passando a ser conhecidos também na capital e no interior do Estado.
Um dos momentos mais marcantes para os fãs e principalmente para os músicos da banda foi à abertura do show do Cpm 22 no verão de 2006, onde tiveram um desempenho que, para muitos dos espectadores, foi melhor do que a da banda principal.
Ainda em 2006, Armagedon e Luis Adriano deixaram a banda. Com uma nova formação lançaram o seu segundo CD “Evolução Natural”, que teve como principal hit “Comigo a Todo Instante”, veiculada em diversas rádios dentro e fora do Estado de São Paulo, além de ser muito ouvida pela internet.
Em 2010 decidiram dar uma pausa. Os integrantes passaram a se dedicar a trabalhos pessoais, inclusive um deles (Fernando) foi a trabalho para a Austrália. Durante este período, nos sites de divulgação de bandas, a No-Haole ainda tinha seu publico cativo. Um bom exemplo é o BandasdeGaragem.com.br da Uol, em que o grupo já está há meses entre os dez primeiros em audiência no Brasil, sendo ouvidos por mais de 206 mil internautas.
Todos os fatores positivos e a paixão pela música fizeram com que eles se reunissem novamente em 2011 a todo vapor. Com um terceiro CD já em vista, o que se espera é ainda mais sucesso desses jovens músicos de nossa cidade que já conquistaram fãs no Brasil inteiro.
Formação atual: Paulo (voz e guitarra), Fernando (guitarra), David (baixo) e Buxixo (bateria)
Contato para shows: Tel.: (13) 9759-9555 - nohaoleoficial@gmail.com

sábado, 16 de julho de 2011

CD Músicos de Peruíbe (parte 2)


No artigo anterior dei um breve resumo dos bastidores do CD Músicos de Peruíbe de 1996 que, como já citado, teve a participação só de artistas de nossa cidade.
Quem ouviu por completo percebeu que são estilos variados como rock, samba, pagode, MPB, soul e blues, todas de autoria dos participantes do projeto.
A maioria dos artistas eram iniciantes que naquele momento estavam dando o seu primeiro passo na carreira. Alguns aproveitaram para usar a sua gravação como música de trabalho em seus shows ou nas rádios locais.
Um fato interessante é que houve uma grande integração ente os participantes. Havia quem cantasse em uma faixa e em outra tocava algum instrumento para ajudar um amigo. Isso inclusive acabou resultando em novas parcerias pós-gravação.
Atualmente, daqueles cantores ou bandas, nenhum se encontra ativo musicalmente em nossa cidade. Sabe-se que alguns ainda moram aqui, às vezes fazem alguma participação em shows e outros saíram de Peruíbe em busca de novas oportunidades musicais ou pessoais.
O que ficou mesmo são os registros e as lembranças que muitos guardam daquela geração de músicos e a expectativa de novas iniciativas culturais semelhantes a aquela.
Aproveito a oportunidade para agradecer ao Marquinhos (Versátyl) pelas informações prestadas sobre os bastidores da gravação e ao Sr. Mario Omuro, idealizador do projeto, que me autorizou à disponibilização das faixas do CD pela internet.
Um abraço a todos e até a próxima edição!
Este artigo é dedicado em memória de Rodrigo D’Avila (produtor do CD) e do músico Brother (1ª faixa).

Aguarde!

Em Breve Artigo publicado

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cd Músicos de Peruíbe 1996



Uma das passagens mais importantes da música de Peruíbe ocorreu em 1996 quando houve a reunião de 13 artistas locais para a gravação do CD “Músicos de Peruíbe”, que teve tiragem limitada e assim se tornou uma verdadeira relíquia musical e cultural da cidade.
Para que o projeto se tornasse possível, foi necessário um bom planejamento. Faziam-se reuniões periódicas com os artistas para decidir datas, horários e transportes. Naquela época, para poder gravar era necessário se deslocar para a capital onde estavam os estúdios de gravação mais próximos.
Todas as despesas desde o transporte até a finalização do CD foram patrocinadas pelo ex-prefeito Mario Omuro que, em entrevista ao Cultura Musical citou: “Em minha juventude tentei formar uma banda mas não consegui. Quando ajudei os músicos de Peruíbe realizei junto com eles o sonho de gravar um CD, sonho esse que eu também almejei quando jovem mas não tive oportunidade de concretizar”, finaliza Mario.
Juntamente com ele, aparece o casal Enza Flori e Rodrigo D’Avila- in memorian. Os dois eram donos do Zukeros, onde os bailes fizeram história nas noites peruibenses. Enza foi cantora mirim da Jovem-guarda, gravou diversos discos, programas televisivos e entrou para a história da musica popular brasileira. Resolveu sair de cena e veio morar em Peruíbe na década de 80 . Ela cantou em uma das faixas desse CD e fez vocais em outras. Seu marido Rodrigo era um renomado produtor musical e foi quem conduziu as gravações em estúdio.
A ordem das faixas foi a seguinte: 1- “Banana” (Brother); 2- “Os Olhos e o Mar” (Walker); 3- “Coisas de Amor” (Amizade Imprevista); 4- “Malícia” (Doce Magia); 5- “Todo Tempo Que Você Perdeu” (Ivan Carlos); 6- “I’ Like To Be Crazy” (Humberto Tamutis); 7- “Doce Delírio” (Próton); 8- “Carro Emprestado” (Visão Futura); 9- “Garota Esperta” (Banda Fax); 10- “Peruíbe City” (Enza Flori); 11- “Coração de Poeta” (Doce Inspiração); 12- “Confissão” (Vivian); 13- “Chance” (Versátyl).
Na próxima publicação continuaremos relembrando este CD e comentarei sobre os artistas participantes e suas gravações. Quem quiser ouvir e baixar as músicas é só clicar aqui.
Um abraço!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vale a Pena Ouvir de Novo

Relembrar um artista é algo que faz bem, seja para ele ou para quem gosta dele. A lembrança acaba atingindo seus familiares, amigos e fãs. Quem já havia o esquecido acaba recordando e outros que nunca tinham ouvido falar acabam conhecendo e até procuram saber mais sobre ele.

Nos últimos dois artigos, contei brevemente a história das bandas Versátyl e Próton e, como resultado, eles voltaram a ser comentados, mesmo depois de quase uma década sem fazer nenhum show e, além disso, seus vídeos e músicas passaram a ser acessados na internet. Isso acendeu neles a vontade de voltar aos palcos nem que seja só para se divertir, e isso para nós da redação é muito gratificante.

É claro que não se pode viver só do passado, mas é importante deixar registrado e valorizar os bons momentos dos nossos músicos, pois eles contribuíram para edificação da cultura de nossa cidade.

Para a próxima edição estou preparando um artigo especial. Será sobre o CD “Músicos de Peruíbe” que foi lançado em 1996 e se tornou um grande marco da música de Peruíbe. Foram 13 gravações somente de músicos de nossa cidade. Para alguns foi a primeira oportunidade de registrar seu trabalho e para outros foi a única.

Com a colaboração dos idealizadores e músicos que viveram aqueles momentos, irei descrever os bastidores, curiosidades e apresentar cada faixa gravada por artistas como Walker, Brother, Doce Magia, Amizade Imprevista, Visão Futura, Ivan Carlos, Banda Fax, Enza Flori e outros.

Não percam, pois tenho certeza que muitos irão relembrar os bons tempos vividos naquela época. Um abraço e até lá!

domingo, 8 de maio de 2011

Banda Próton


No ano de 1993 três jovens estudantes com gosto musical em comum resolveram montar uma banda de rock com influências de grupos dos anos 80. Começaram seus ensaios com dois violões e uma bateria. Era o surgimento da Próton.

Em pouco tempo acrescentaram os instrumentos elétricos. Marcelo assumiu a guitarra, Ricardo a bateria e Dan Valmor o vocal. Para o contrabaixo convidaram Marcão.

Em 1995 através de uma iniciativa da administração municipal, agarraram a oportunidade e fizeram sua primeira gravação em estúdio, em uma coletânea com vários músicos da cidade. A música própria “Doce Delírio” foi a escolhida para tal feito.

Com a saída de Dan e Marcão, houve uma reformulação no grupo. Convidaram Genivaldo (Sapo) para assumir os vocais, o experiente Carlinhos para o contrabaixo, Moisés (Casco) para a guitarra base e nos metais duas ex-alunas da Banda Municipal, Eli e Izabel.

A nova formação trouxe bons resultados. Os Shows ficaram mais freqüentes, inclusive em grandes festas realizadas pela prefeitura. Em quase todos os finais de semana era possível encontrar a banda em algum lugar da cidade. Além disso, foram convidados a gravar mais duas músicas (“Galera do Mar” e “Meu Vício”) em outra coletânea de artistas da cidade, dessa vez patrocinada pela rádio Conquista FM.

Já no ano de 2002 por motivos pessoais, Sapo, Casca, Carlinhos, Eli e Izabel deixaram a banda e forçaram uma nova reestruturação.

A nova fase contou com a presença de Marquinhos (Atual Sananda) no vocal e a volta de Dan para tocar o contrabaixo. Durante os dois anos seguintes fizeram diversas apresentações em eventos, festas e casas de shows da cidade até encerrarem suas atividades em 2004 após onze anos da sua primeira formação.

Já é cogitada uma possível volta da Próton para algumas apresentações junto com outras bandas locais ainda neste ano.

Ouça aqui a música "Doce Delírio"

terça-feira, 19 de abril de 2011

Banda Versátyl


Na publicação anterior fiz um breve histórico das principais bandas de rock de nossa cidade desde a década de 90 até os dias atuais. Dentre elas, citei aquela que foi a primeira a ser vista no Brasil inteiro pela TV, a Banda Versátyl, formada no ano de 1995 pelos amigos Miltynho (baixo e voz), Umberto (guitarra), Marquinhos (bateria), André Ferrari (Sax e voz), André Carlos (teclados) e Tatu (percussão).
Com a música “Chance” eles fizeram parte de uma coletânea só de artistas de Peruíbe que teve apoio da gestão municipal da época e foram vistos em todo o Brasil através de um videoclipe veiculado pela MTV no ano de 1997.
Em 1998 um outro single rendeu a participação no festival promovido pela extinta rádio Enseada FM, o Enseada Rock. Foram quase 400 músicas inscritas, e “Arueira” foi a segunda colocada, resultando na participação em outra coletânea distribuída pela Sony Music que rendeu execução nas rádios e os promoveu à abertura de shows de grandes bandas nacionais e internacionais.
Com boas perspectivas, em 1999 gravaram seu primeiro CD homônimo independente contendo 11 faixas e assim criaram abertura para mais uma participação na MTV, dessa vez tocando ao vivo em um programa de bandas novas.
No ano 2000 criaram o projeto “Viva com música, não viva com Aids”, que tinha o apoio do governo Federal e que, sem explicação, foi barrado pela administração municipal impendido sua execução.
No ano seguinte houve um pré-contrato com uma grande gravadora que exigiu reformulações na banda e até a mudança do nome. Todos os trâmites legais como, registro das músicas e a mudança para o novo nome (Oskaravelhos) foram feitos, mas a gravadora acabou não cumprindo sua parte e por fim o contrato não foi efetivamente assinado.
Em 2002 com a saída de alguns músicos que buscaram trabalhos em outras cidades e com falta de apoio local a banda encerrou seus trabalhos.
Atualmente Miltynho e Marquinhos continuam no meio artístico de Peruíbe. Esporadicamente fazem alguma participação em shows e produzem novos artistas. Os mesmos já planejam uma volta da Versátyl aos palcos em breve.
Para conhecer o som da banda é só acessar os links abaixo:






Myspace
Palcomp3
Bandas de Garagem
Trama Virtual







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quinta-feira, 31 de março de 2011

O Rock da Praia


O mundo da musica segue uma linhagem bem diferente do que se via há algum tempo atrás. Com o surgimento da internet, os cantores e bandas passaram a depender cada vez menos de selos e gravadoras para que seu trabalho seja divulgado a um grande número de pessoas. Mas, antes de falar sobre essa tendência, vamos recordar um pouco como era a música pop, especificamente aqui em nossa cidade em meados da década de 90.

Tenho algumas recordações em mente da Banda Cachorrada do Blues que, com uma tremenda técnica musical faziam à diferença nas baladas na época, venceram festivais e continuam na ativa.

Seguindo a linhagem pop-rock, havia a Próton do excelente guitarrista Marcelo. Eles fizeram parte de um CD coletânea só de artistas de Peruíbe.

Algum tempo depois surge a banda Versátil. Liderada pelo vocalista e baixista Miltinho, gravaram um CD independente e foram os primeiros peruibenses que tiveram um vídeo-clip veiculado pela MTV. Foram vice-campeões do festival Enseada Rock e quase chegaram a ser contratados por uma grande gravadora.

Com a idéia de renovar, em 1999 surge a No Haole. Liderada pelo guitarrista e vocalista Paulo Sérgio gravaram dois CDs independentes. Fizeram uma apresentação memorável na abertura do show do CPM 22 em 2006. Apresentaram-se na capital e no interior de SP. Também ficaram bem próximos do sucesso nacional.

A partir da década de 2000 surgiram bandas como Maromba, que se apresentou no quadro Pistolão do Domingão do Faustão e a Sananda com um trabalho musical diferenciado de ótima qualidade sobre assuntos ligados ao meio-ambiente obtendo reconhecimento até em outros Estados.

É claro que a lista não para por aí. Influencia Nativa, Siri na Lata, All Maçãs, Oskaravelhos e outras animavam as noites e as festas da nossa cidade e inspirando novos grupos. Como resultado surgiu bandas de colégio como Amigos da Kreuza e A-Six, que respectivamente em 2008 e 2009 foram representantes da cidade nas edições do Festival de Bandas Colegiais da TVB.

A partir da próxima edição falarei um pouco mais sobre esses artistas e comentarei sobre algumas questões: Qual foi a importância desses músicos para a cultura musical regional? Como estão atualmente? E qual a tendência pro futuro da musica pop de nossa cidade? Aguardem!




quinta-feira, 24 de março de 2011

Peruíbe é Pop e Rock

Saudações!


A partir de hoje publicarei diversos artigos sobre musica, enfocando o pop rock da cidade de Peruíbe e região, comentando sobre o passado, presente e as novas tendências.
Nas próximas postagens, que também serão publicadas nas edições quinzenais do Jornal de Peruíbe, irei abordar sobre a história do pop rock do município, levando em conta experiências e conhecimentos que adquiri nesses anos em que estive no meio musical da cidade, seja como músico ou mero expectador dos shows.
A idéia é resgatar um pouco da história dos nossos principais artistas e fazer uma prévia do que poderá acontecer daqui pra frente.
Iremos comentar sobre as gravações independentes e divulgação pela rede. Como já é de conhecimento de todos, a internet mudou o mundo da música. O artista pode criar o seu trabalho de forma independente e divulga-lo a um grande número de pessoas sem gastar muito. Já temos exemplos disso com algumas bandas locais e saberemos quais foram os resultados obtidos.
Outro assunto importante que será abordado é sobre a composição e produção musical. Músico que não tem trabalho próprio dificilmente sairá dos bares e restaurantes, pois o que leva o público, a saber, quem o artista é, e o que ele quer dizer é sua própria música. Um dos melhores compositores do país, o cantor Leoni citou em seu “Manual de Sobrevivência no Mundo Digital” que se você não tem ou não sabe fazer música, serve de alguem (irmão, tio, vizinho). A música própria é o que vai te levar para algum lugar, ou alguém aí já viu alguma banda de rock iniciar seu sucesso nas rádios tocando coover? É claro, podem acontecer alguns acidentes, por exemplo, a Banda Hori começou seu sucesso com musicas do Fabio Jr., mas por que será? De qualquer forma, iremos falar sobre isso mais pra frente.
Terminando, espero que todos sejam bem vindos. O espaço está aberto para todos.
Um abraço!